Inimigo da Boa Saúde

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Sedentarismo: O grande vilão

Segundo o dito popular, há pessoas que gostariam que o mundo terminasse em barrancos só para morrer encostadas. Parece exagero, soa até mesmo engraçado, mas aponta um perigo real. O perigo de se render à preguiça e tornar-se uma pessoa acomodada ao sedentarismo. Sedentarismo é o estado de quem pouco se mexe, vive sentado, evita o movimento. Caracteriza-se como sedentário quem não realiza atividade física extra do dia a dia, o que em um adulto corresponde a um gasto energético abaixo de 2.500 Kcal (quilocalorias) por semana. O corpo foi feito para trabalhar e muitas dessas funções mecânicas e orgânicas só acontecem se o corpo se movimentar. Se ficar muito tempo parado, não funcionará plenamente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu o sedentarismo como um dos principais inimigos da saúde pública, sendo responsável pelo aumento dos riscos de morte por todas as causas, sendo o fator de risco com maior prevalência na população brasileira. No estado de São Paulo, o problema está à frente de outros fatores de risco como hipertensão arterial, obesidade, tabagismo e alcoolismo. Estima-se que a inatividade física seja responsável por mais de 2 milhões de mortes por ano, em todo o mundo, em virtude de sua influência na ocorrência de doenças, principalmente as chamadas crônicas não transmissíveis (DCNT), todas elas inevitáveis. As doenças mais comumente causadas ou agravadas pelo sedentarismo são as coronarianas, a obesidade, a hipertensão, o diabetes e a depressão. O atual estilo de vida é responsável por 54% do risco de morte por infarto e 50% do risco de morte por derrame cerebral, duas das principais causas de morte dos brasileiros.

No Brasil, 70% da população é absolutamente sedentária. Os outros 30% dos brasileiros dividem-se entre os que efetivamente realizam um programa de atividade física com o intuito de otimizar suas capacidades físicas, e aqueles que estão repetidamente entrando e saindo dos mais variados tipos de programa de exercício físico, sem apresentar nenhum resultado concreto. É fácil notar que a maioria esmagadora da sociedade brasileira não possui uma rotina saudável de exercícios físicos.

Vale lembrar que a pratica da atividade física é necessária tanto para um corpo magro, quanto para um corpo acima do peso. Não é o peso corporal nem são as medidas das circunferências do corpo que dizem quão saudável uma pessoa é ou a quantidade de exercícios de que ela precisa. As medidas não acusam porcentagem de gordura e de massa muscular, nível de colesterol no sangue, necessidade de suplementação alimentar, nem resistência cardiorrespiratória.

O bom funcionamento do corpo costuma ser o argumento mais utilizado em favor da atividade física regular, mas esse não é o único aspecto favorecido com o exercício, nem o único prejudicado pela inatividade. Diversos estudos e relatos indicam que a atividade física tem efeitos observáveis sobre o estado psicológico dos indivíduos. Uma pesquisa realizada na Suécia em 1988 consultou pessoas fisicamente ativas e registrou que estas sofriam menos de depressão, e relatavam desfrutar de níveis mais elevados de bem-estar do que as pessoas inativas. O exercício vigoroso provoca a produção de endorfina pela glândula pituitária, uma espécie de analgésico natural, que regula a emoção e a percepção de dor.

Todavia o exercício não produz apenas prazer momentâneo. A prática habitual implica a convivência com outros praticantes, possibilitando amizades; proporciona desafios, aprimora o autoconhecimento, contribuindo com a auto estima; e possibilita diversos tipos de aprendizado, o que, de um modo global, favorece a participação do indivíduo em todas as outras atividades sociais.

FONTE:
SABA, F. Mexa-se: atividade física e bem-estar. São Paulo, editora Phorte, 2011.

 

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